Contentores para Eventos: Um Novo Conceito de Palcos e Estruturas

Contentores para Eventos: Um Novo Conceito de Palcos e Estruturas

Durante muito tempo, o contentor marítimo foi associado quase exclusivamente ao transporte de mercadorias. Permanecia armazenado em portos, empilhado e exposto à salinidade do ambiente marítimo, e dificilmente era encarado como material de construção, e muito menos como cenário de um evento.

Esta perceção tem vindo a mudar nos últimos anos, à medida que o setor de eventos procura soluções cada vez mais rápidas, flexíveis e visualmente diferenciadoras.

Neste artigo apresenta-se o que tem sido observado neste mercado: as razões pelas quais o contentor está a ganhar espaço no setor de eventos, as aplicações que mais têm crescido, e os aspetos a considerar antes de avançar com este tipo de solução.

Porque razão isto está a acontecer

Um evento, seja uma feira, um festival ou uma ação de rua de uma marca, enfrenta quase sempre os mesmos desafios: pouco tempo para montar toda a estrutura, necessidade de deslocar o material de um local para outro, e a exigência de causar boa impressão visual desde o primeiro momento. O contentor responde bem a estas três exigências em simultâneo.

Em primeiro lugar, é modular. Um contentor de 20 ou 40 pés funciona de forma independente, mas também se combina com outros, empilhados ou lado a lado, dando origem a estruturas de dois pisos, palcos elevados ou corredores de acesso. Esta característica permite grande flexibilidade: o mesmo conceito pode ser aplicado a um evento de pequena dimensão ou a algo de maior escala, apenas ajustando o número de módulos utilizados.

Em segundo lugar, é móvel. Um contentor pode não ficar limitado a um único evento, sendo possível utilizá-lo numa cidade num determinado mês e noutra localidade no mês seguinte. Para promotores de digressões de marca ou de feiras itinerantes, esta característica altera significativamente a equação de custos: o mesmo investimento serve vários eventos, e não apenas um.

Em terceiro lugar, há a rapidez de montagem. Um contentor chega praticamente pronto a utilizar, o que reduz para poucas horas um processo que, com estruturas tradicionais, levaria vários dias. Esta rapidez é particularmente relevante quando o espaço é alugado por um período limitado.

Por último, existe um fator estético. O aspeto industrial do aço à vista tornou-se um código visual bastante reconhecível, associado a modernidade e, em muitos casos, a preocupações de sustentabilidade. Marcas que pretendem comunicar inovação, ou um compromisso ambiental mais visível, encontram no contentor uma linguagem visual coerente com essa mensagem.

Aplicações observadas no terreno

Palcos e estruturas de espetáculo. Contentores empilhados, ou colocados lado a lado, dão origem a palcos com bastidores e zona técnica montados na estrutura inferior. O aço suporta bem o peso de equipamento de som e de luz, e, no final do evento, basta encerrar o espaço: não é necessário desmontar nada, ficando o equipamento protegido no interior.

Stands de feiras. Nesta área, a mudança tem sido particularmente notória. Um contentor pode transformar-se num mini-showroom fechado, com climatização, montras de vidro e iluminação própria, seguindo depois viagem para a cidade seguinte da feira. Para expositores que participam em várias edições ao longo do ano, este modelo compensa rapidamente o investimento inicial.

Bares e zonas de restauração em festivais. Um contentor com balcão, ligação de água e eletricidade resiste a condições de chuva e vento de uma forma que uma tenda tradicional dificilmente consegue, o que tem sido especialmente valorizado em festivais ao ar livre.

Bilheteiras e controlo de acesso. Módulos de menor dimensão, frequentemente personalizados com vinil ou pintura da identidade visual do evento, são utilizados como postos de entrada ou de receção de convidados.

Eventos itinerantes e ativações de marca. Esta é, sem dúvida, a área com maior crescimento. Test drives automóveis, lançamentos de produto e experiências de marca que percorrem várias cidades encaixam bem neste modelo, uma vez que o contentor serve simultaneamente de meio de transporte e de espaço de exposição. Chega fechado ao camião e, em poucas horas, é transformado no espaço previamente planeado.

Aspetos a considerar antes de avançar

Há três questões que devem ser avaliadas com antecedência por quem planeia um evento com recurso a contentores:

Licenciamento. Estruturas temporárias em espaço público, ou mesmo privado, podem exigir autorização camarária, sobretudo quando há empilhamento ou acesso de público. Trata-se de um aspeto a confirmar com antecedência, e não junto à data do evento.

Adaptação técnica. Isolamento, eletricidade, climatização, aberturas para portas e janelas de maiores dimensões, ou reforço estrutural para permitir empilhamento, são intervenções que exigem planeamento e a contratação de especialistas próprios para o efeito, e não devem ser deixadas para a semana anterior ao evento.

Acesso ao terreno. Nem todos os locais dispõem de acesso facilitado para um camião com grua ou reboque. É importante avaliar este ponto tão cedo quanto se define o contentor a utilizar.

A escolha do contentor certo, novo, usado, standard ou high cube, é o primeiro passo para qualquer projeto deste tipo, e é a partir dela que todo o restante planeamento se torna possível.

A AlfaContentores disponibiliza uma gama variada de contentores marítimos que se adequam a diferentes tipos de evento e escalas de projeto.

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